
Meu pranto é música
Maltratando as pautas do meu pensamento,
Fazendo do meu rosto desarmonia,
Da minha vida uma pantomina...
Eu não queria...
Sou
Aquilo que não devia,
Dos outros destoando
A começar pelo meu pranto.
Senti já do suicídio o sabor,
Tive a Morte nas minhas mãos,
Tive pela Vida desamor,
Sentimentos vãos...
Eu não queria...
Voou minha mente
Por mundos negros
E igualmente desconhecidos,
Onde havia vencidos
E também suicidados,
Vítimas de maus fados...
Mas vieram as chamas
Ardentes como dragões,
A vida tornou-se fogo
Para eu atear,
Para eu de novo me queimar..
Larguei a morte então,
As pílulas cáiram no chão...
Não sei o que me salvou:
Se o medo se o ódio,
Não sei o que me segurou
Como o galho a folha,
Como mar a água..
Larguei a Morte.
Fiz...
O que não devia.
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